“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mateus 24:12
Discernir o tempo em que estamos vivendo exige sabedoria. A tribo de Issacar ficou conhecida por compreender os tempos e saber o que Israel deveria fazer. Essa mesma pergunta continua diante de nós: como uma geração pode permanecer firme quando a verdade é relativizada e o amor começa a esfriar?
Mateus 24 apresentou um alerta direto. Quando o amor esfria, a iniquidade encontra espaço. A mensagem resumiu essa relação de forma simples: quanto menos amor, maior a iniquidade. O esfriamento nem sempre começa com uma ruptura visível. Muitas vezes ele aparece quando passamos a negociar convicções, quando aquilo que antes nos confrontava deixa de incomodar e quando Deus continua presente na rotina, mas deixa de ocupar o primeiro lugar.
Voltar ao primeiro amor é voltar à prioridade
O primeiro amor não foi apresentado apenas como a emoção dos primeiros dias da fé. É uma posição. É o lugar em que Deus volta a ser prioridade, referência e verdade para cada decisão. Podemos cantar, servir, participar de conferências e manter uma rotina religiosa, mas ainda assim perder o centro.
Por isso o chamado foi para uma geração remanescente. Toda geração profética nasce em meio a algum tipo de caos. O cenário não impede Deus de levantar pessoas. Muitas vezes é exatamente ali que Ele encontra homens e mulheres dispostos a sair da caverna, abandonar frustrações antigas e voltar a ouvir a sua voz.
A palavra também apontou para João Batista, um homem formado no deserto, livre da necessidade de se moldar às expectativas religiosas do seu tempo. Sua identidade não estava em título, visibilidade ou aprovação. Ele sabia quem era porque carregava uma referência de paternidade.
Antes de funções, filhos
Antes de Deus levantar pastores, profetas, evangelistas ou qualquer função, Ele está formando filhos. A criação espera a manifestação de filhos que carreguem o caráter, a identidade e o coração do Pai.
Quando a identidade não está resolvida, buscamos padrões para provar quem somos, competimos, desejamos o que pertence a outros e transformamos relacionamento em utilidade. Mas uma família saudável é formada por pessoas diferentes, pedras vivas que encontram unidade em Cristo.
Quanto mais conhecemos Jesus, mais entendemos quem somos nele. Não precisamos construir uma identidade copiando outras pessoas. Precisamos aprofundar o relacionamento com o Pai e permitir que o Espírito Santo cure a mentalidade de orfandade.
Aplicação
Em tempos de frieza, volte ao primeiro amor. Em tempos de confusão, permaneça na verdade. Em tempos de comparação, lembre quem é seu Pai. Que Deus encontre em nós uma geração de filhos, corações remanescentes disponíveis para aquilo que Ele deseja fazer. Que seja aqui, que seja lá, mas que seja em nós.
Esta mensagem foi ministrada pelo Pr. Alexandre Pilar na terceira noite da Conferência Profética Despertar 2026, realizada de 10 a 13 de setembro na MEVAM Campinho.
Mensagem completa em vídeo: link em breve.